Siamesas separadas em Goiânia passam a receber alimentação líquida através de sonda
27/08/2018 21:09 em Saúde

As gêmeas siamesas que nasceram em Goiânia começaram a receber alimentação líquida com uma sonda. Elas foram separadas e estão internadas em estado gravíssimo. Uma delas precisa de cirurgia com urgência no coração, porém ainda não há previsão de quando ela possa ser feita, já que ela ainda se recuperar do procedimento de seperação.

 

Débora e Catarina nasceram no dia 22 no Hospital Materno Infantil. Elas eram unidas pelo tórax e abdômen, compartilhando o fígado. No dia seguinte, elas foram separadas em caráter de urgência. Elas respiram com a ajuda de aparelho mas estão com quadro estável.

 

Até então, a alimentação era feita pela veia das meninas. Porém, após uma nova avaliação da equipe médica, foi colocada uma sonda que leva a alimentação líquida ao estômago das gêmeas.

 

A mãe das meninas, Viviane de Menezes dos Santos, de 30 anos, que saiu da Bahia para ter as meninas em Goiânia, referência em parto de siameses, já recebeu alta médica. Ela tem livre acesso à UTI, mas o contato físico é limitado, pois as gêmeas ainda se recuperam da cirurgia de separação.

 

Débora, a irmã maior, nasceu com uma malformação no coração que ocasionou dois problemas. A primeira delas é a transposição das grandes artérias, quando a aorta, responsável por levar o sangue oxigenado, está ligada ao ventrículo direito, que recebe o sangue venoso.

 

O outro problema é uma conexão entre as câmaras do coração, que faz com que os sangue oxigenado se misture com o venoso. “Mas é essa comunicação que a mantém viva, porque o sangue consegue se misturar e ser oxigenado. Porque senão o sangue estaria indo para o local errado”, explicou o cirurgião cardiovascular Wilson Silveira, que acompanha as gêmeas desde a separação.

 

O médico disse que o procedimento é complexo, com taxa de mortalidade entre 5% e 30%, e, em bebês saudáveis, é indicado que seja feito até os dois meses após o nascimento. “Mas no caso dela, ainda não é possível saber quando vai ser possível fazer a operação, porque a cirurgia de separação é muito grande, ela ainda está se recuperando”, disse o médico

 

 

Essa cardiopatia dificulta a recuperação de Debora, pois os tecidos do corpo não recebem a oxigenação adequada. A equipe médica acompanhar a situação para definir qual será o melhor tratamento enquanto ela ainda não consegue fazer a cirurgia para corrigir a malformação. Se necessário, pode ser feito uma cirurgia inclusive para aumentar a comunicação entre as câmaras para tentar melhorar a oxigenação do sangue.

Fonte: g1.globo.com

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